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Notícias do Dia > 2 anos da Galeria Periscópio
GALERIA DE ARTE EM BH SEGUE NA CONTRAMÃO DA CRISE COM CRESCIMENTO DE 30% NO ÚLTIMO ANO
 
Periscópio foi inaugurada em meio a crise, com aporte inicial de R$ 500 mil e, deste então, mantém crescimento
 
A Galeria Periscópio de Arte Contemporânea completa dois anos em novembro, registrando um crescimento de 30% no último ano. A galeria está abrigada em um casarão do início do século passado, tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal e representa 18 artistas de diferentes partes do Brasil, promovendo diversas ações para estimular a proximidade com o público. Nesses dois anos, a Periscópio já realizou 11 exposições na própria galeria em Belo Horizonte, esteve presente em feiras pelo Brasil e promoveu o projeto de conversa com o artista “Trajetória”, lançado este ano também na sede da Periscópio.
O diretor da Periscópio Rodrigo Mitre conta que o período de crise não foi empecilho para investir. “Muitas vezes, as negociações em época de crise são oportunas, já dizia o ditado chinês que crise também é oportunidade. Estávamos com o Plano de Negócios bem maduro então tínhamos tudo o que precisávamos para abrir a galeria e decidimos inaugurar em 2015. Aproveitamos a oportunidade para o lançamento e conquistamos reconhecimento, mesmo em período de desaquecimento econômico”, afirma.  
 
O investimento inicial foi R$500 mil reais e a expectativa é recuperar o valor em até cinco anos. Ele relata que, em 2017, foi obtido um crescimento de 30%. “Desde a abertura, já promovemos 11 exposições e participamos de 3 feiras, conseguimos uma média de público na galeria em torno de 300 pessoas por mostra, chegando a 500 em algumas”, revela. 
 
A galeria mantém obras que vão de R$ 500 a alguns milhares de reais. A meta é manter um crescimento de 30% em 2018. “A Periscópio se coloca como uma galeria de arte contemporânea, ou seja, a arte atual que conversa com o público, pois são artistas pensando e dialogando com os dias de hoje. As questões políticas e sociais também estão no contexto diário do artista, entre outros temas sempre relevantes como as formas e suportes. Inovamos ao apresentar aos mais jovens o fato de que comprar e colecionar a arte do tempo deles é uma grande ideia, além de uma excelente forma de investimento financeiro. A construção de um acervo pessoal com artistas atuais requer investimento menor e, futuramente, além do inegável valor afetivo e cultural, a coleção poderá se valorizar financeiramente”, explica.
O perfil mais comum do consumidor de arte contemporânea no Brasil é classe A, com renda alta, a partir de 45 anos, sendo, em sua maioria, homens. Já o público frequentador das exposições na Periscópio é bem diversificado, tanto em relação a gênero quanto faixa etária. “A arte revela seu valor e nós queremos apresentar ao público a beleza, relevância e importância de cada artista e sua obra”, observa Mitre.
 
O advogado e colecionador Wagner Nardy é um exemplo de como o consumo de arte evoluiu e estimula o crescimento do setor. Com apenas 34 anos, já possui um acervo considerável em obras que começou a ser construído há oito anos, incentivado por Yara Tupynambá. “Sempre tive um envolvimento com a arte, frequentava exposições, mas não tinha o hábito de colecionar. Foi então que, aos 26 anos, recebi alguns conselhos sobre como investir em arte é para todos e sem restrição de idade”, relembra.
 
Ele ressalta que, quando começou a investir, foi orientado a olhar para arte do seu tempo e assim adquiriu diversas obras que tiveram uma excelente valorização frente ao valor investido na aquisição. “Ao adquirir obras de artistas da geração atual, conseguimos acompanhar a carreira dele e vibramos ao ver exposições e prêmios conquistados. Tenho obras que não compraria, atualmente, devido à grande valorização. Para conquistar minha coleção atual, hoje, a ajuda dos galeristas foi fundamental, pois entendem de mercado e sabem direcionar investimentos com dicas valiosas para aumentar o patrimônio”, observa.
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