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Cobertura metálica: solução para Copa 2014 sustentável
Aço usado na cobertura de estádio da Copa do Mundo no Brasil terá maior durabilidade com galvanização



Arena Cuiabá irá utilizar estruturas metálicas galvanizadas na cobertura do estádio

A Revolução Industrial dominou os séculos 18 e 19. O século 20 trouxe consigo a revolução tecnológica. Considerando todos os grandes avanços ocorridos no planeta nos últimos 300 anos, muitos se perguntam que tipo de progresso o século 21 realizará. Se a primeira década for indicativa dessa nova tendência, pode-se afirmar que a próxima revolução será o desenvolvimento sustentável de nossa sociedade.

Do que trata o desenvolvimento sustentável? Ele representa um compromisso de crescimento e desenvolvimento social, econômico e ambiental que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações em satisfazerem suas próprias necessidades. Trata, dentre importantes temas, da perpetuidade dos recursos naturais – finitos em um planeta finito. As certificações Leed, Aqua e Selo Verde, dentre outras, já não são apenas bordões para arquitetos, engenheiros, desenvolvedores e especificadores. Seja pelas atuais exigências normativas (ou atos regulatórios), cada vez mais exigentes, seja pela lenta exaustão dos recursos naturais ou ainda por uma simples decisão ética consciente, projeto e construção sustentável tornaram-se prioridades na sociedade contemporânea.

Não é por acaso que a Fifa definiu que a Copa do Mundo de Futebol, a ser realizada no Brasil em 2014, deverá perseguir o que chamou de “Green Goals”, ou seja, metas verdes. Isso é uma clara alusão à desejada sustentabilidade nas obras dos estádios. Essa diretriz foi acatada pelos escritórios de arquitetura autores dos projetos dos estádios brasileiros para a Copa 2014. Diversos itens contemplando a sustentabilidade foram incluídos em seus projetos, de modo à obtenção de certificação, emitida por organismos internacionais voltados à construção sustentável.

Dos 12 estádios brasileiros que sediarão jogos do campeonato mundial de futebol, ao menos sete deles (Castelão, Fortaleza/CE; Arena Cuiabá, Cuiabá/MT; Arena da Baixada, Curitiba/PR; Arena Salvador, Salvador/BA; Arena das Dunas, Natal/RN; Estádio Nacional, Brasília/DF; e Estádio Beira-Rio, Porto Alegre/RS) prevêem a utilização de estruturas metálicas - especialmente em suas coberturas. Em outras palavras, a maior parte dessas arenas contará com o aço, exposto, como elemento estrutural.

Estrutura metálica irá cobrir todos os assentos do estádio Beira-Rio

Estrutura metálica irá cobrir todos os assentos do estádio Beira-Rio
Essa opção pelo aço foi definida tendo em vista vantagens técnicas, econômicas e – muito importante - de sustentabilidade proporcionadas por esse material. 
Para ampliar essas vantagens, arquitetos, engenheiros de projetos, construtores e responsáveis pelos consórcios que construirão essas arenas públicas devem atentar para uma questão fundamental: como proteger tais estruturas, de forma também sustentável?

É fato bem conhecido que o aço, desprotegido, sofre lenta e contínua deterioração quando exposto às atmosferas úmidas. O fenômeno é conhecido como corrosão atmosférica. Assim, para que se possa extrair todo o benefício proporcionado pela construção metálica, deve-se proteger o aço das intempéries, de modo adequado. As formas mais comumente empregadas para essa proteção são a pintura e a galvanização a quente – seguida ou não de pintura.

A galvanização a quente tem sido utilizada na proteção do aço há mais de 150 anos. Ela tem a vantagem de garantir, por décadas, a integridade da estrutura, não exigindo manutenção. É, possivelmente, o processo mais ecológico de prevenção contra a corrosão; o zinco é indispensável à vida dos seres humanos, animais e plantas. Outra vantagem é que o zinco, oriundo de componentes galvanizados – assim como o aço – pode ser reciclado indefinidamente. De fato, cerca de 30% de todo o zinco consumido no mundo é proveniente de fontes recicladas – um número crescente.
Esse sistema permite atingir as exigências de sustentabilidade econômica e ambiental determinadas pelos organismos certificadores (e pela própria Fifa). É um jogo em que só existirão vencedores, inclusive nossos estádios, que terão qualidade e durabilidade garantida por muitas décadas.
 
Regislaine Guizelini é engenheira do Departamento de Desenvolvimento de Mercado da Votorantim Metais - Zinco.
Fabio Domingos Pannoni é consultor técnico da Gerdau Aços Longos Brasil.

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